As aventuras do Goldenlicinha Alecrim Dourado

O pequeno Golden Retriever ficou famoso pela simpatia nas Redes Sociais 

Da Redação Goldenlícia

 

Ele não completou 2 meses, mas já virou a sensação da internet. Alecrim – ou Alê para os íntimos, é um Goldenlicinha mais do que especial! Cativante, fofinho e um pouco diferente dos outros filhotes de Golden Retriever, Alê demonstra um charme extra, correndo e brincando com apenas três patas.

Quando a criadora Patricia Chaerki Igreja soube dessa condição, decidiu que o cãozinho merecia uma família que pudesse proporcionar todo amor e cuidado que a situação exigia. A adotante foi a Sabrina Matias Vieira, tutora da Olívia (Golden Retriever) e Khassy (Yorkshire) também adotada.

Olívia e Alê:

Desde os primeiros dias de vida, Alecrim era esperado pela família Matias Vieira, mas as crianças, Arthur e Julia, ainda não sabiam da novidade! Saiba tudo sobre o Alecrim nesta entrevista especial para a Gang News:

Goldenlícia: – Como você soube que era um cãozinho especial, qual foi a reação?

Sabrina: – Soube pois ficava stalkeando a Pati no Instagram e quando os bebês nasceram fui logo querendo saber as novidades, quantos filhotes, quantas fêmeas e machos e ela me contou que a ninhada era de 10 filhotes, sendo um muito especial. Na hora pensei que poderia ser meu, só faltava coragem para perguntar o que ela faria com o pequeno filhote!

Goldenlícia: – Você ficou receosa de precisar de algum cuidado especial?

Sabrina: – No primeiro momento sim, porém, como falei com ela nos primeiros dias de vida, a maior preocupação era se ele iria resistir, o depois não me importou! Só queria saber do presente e como ele estava e se sentia dores, seu desenvolvimento dia após dia.

Goldenlícia: – Por que o nome Alecrim?

Sabrina: – O nome quem escolheu foi minha filha Julia, tínhamos uma lista de nomes e Alecrim não estava entre eles! A princípio Palito, já que temos a Olívia, como seria uma surpresa para os pequenos, resolvi perguntar para eles qual nome dariam para um próximo bichinho de estimação (aqui até os galos tem nomes) e a Juju logo disse ALECRIM DOURADO e completou que iria cantar todas as manhã para o novo membro da Família.

Goldenlícia: – A família ficou sabendo ou foi surpresa?

Sabrina: – Foi uma surpresa maravilhosa!

Goldenlícia: – Como foi a reação das crianças ao saber que era um cãozinho especial?

Sabrina: – Em conversa com meu marido, resolvemos não contar sobre a perninha, para ver qual deles ia perceber primeiro. Assim que viram, eles começaram a brincar de jogar bolinha, o Arthur foi quem falou primeiro: “Mãe, somos uma família especial, pois só quem é especial recebe um gatinho sem perna” (temos um gato especial) e a Juju completou: “E sem um Braço!”. Ou seja, os dois repararam, porém para eles é algo natural, que não faz diferença alguma!

Goldenlícia: – Como tem sido a adaptação dele?

Sabrina: – Alecrim é maravilhoso, muito amoroso, quietinho e sem qualquer dificuldade de mobilidade! Às vezes cansa a perninha e deita!

Goldenlícia: – Como mãe de outra Golden, há alguma diferença neles como filhotes?

Sabrina: – Comportamental sim! Alecrim é bem quietinho, não chora quando precisa ficar no cantinho dele, não chorou desde o 1º dia! Em compensação brinca bastante como um filhote normal, corre, morde, é bem curioso!

Goldenlícia: – O que você diria para outras pessoas que tem medo de adotar um animalzinho especial?

Sabrina: – Com o Alecrim ainda é tudo muito novo, mas com experiência do Perneta nosso gatinho, o Neta tem 11 anos e desde sempre teve uma vida super normal! Se deixar pula o muro, sobe em árvore, a conexão é ainda maior, parece que agradecem com todo o coração, nos dando muito amor e carinho!

O gatinho Perneta:

Alecrim com sua nova família:

Se a novidade foi grande para a Sabrina, imagina para a criadora Patrícia, que está adaptada à rotina das ninhadas, mas não a ter cãezinhos especiais. Alecrim foi um marco na história do canil, por isso, os cuidados foram redobrados, como ela mesma conta na entrevista:

Goldenlícia: – Foi o primeiro cãozinho especial das ninhadas?

Patricia: – Sim, foi minha primeira experiência com um cãozinho especial nas ninhadas. Inclusive, minha primeira experiência de vida, pois nunca me atentei muito em saber como é a vida de um cão que falta algum membro.

Goldenlícia: – Como foi a gestação da mamãe dele?

Patricia: – A gestação foi ótima, muito tranquila. Apenas um probleminha na hora do parto que fez com que o bracinho quebrasse. Isso acontece, provavelmente foi um mal encaixe na hora do parto.

Goldenlícia: – Essa condição foi percebida em que momento?

Patricia: – Não consegui perceber na hora do nascimento, talvez pela posição da mamãe, mas poucas horas depois, ao avaliar os filhotes, percebi o bracinho quebrado.

Goldenlícia: – O que foi feito a respeito?

Patricia: – No momento que percebi a fratura, tentei imobilizar para evitar machucar. Achei que se fosse algo simples, com o rápido crescimento dos filhotes, logo iria calcificar e, mesmo tortinho, ele não ficaria sem a pata. Mas não foi o que aconteceu! O tecido todo estava “morto” e dois dias depois percebi que estava infeccionando e poderia subir para o resto do corpo se algo não fosse feito. Na veterinária, achei que poderíamos amputar ou avaliar o nível de infecção. Não era possível amputação devido a idade dele, de apenas 3 dias, e a infecção até poderíamos tentar o antibiótico, mas era complicado, devido ao membro ainda estar lá. A veterinária disse que teria que deixar a natureza agir. Ou ele morreria ou o braço poderia secar, cair e cicatrizar. Ela sugeriu eutanásia, pois pensamos que ele poderia sofrer em casa no caso de nada dar certo ou, então, ter uma vida difícil. Aí outra veterinária me explicou que ele estava muito bem e a vida seria normal, caso sobrevivesse. Foi quando com muito medo e dúvida, resolvi ouvir uma voz que dizia que ele era forte e a vida dele era muito importante!

Goldenlícia: – E como foram os dias seguintes?

Patricia: – Em apenas 3 dias o bracinho dele caiu. Eu sei, é estranho! Mas ele não sentiu dor, pois demos medicamentos, acompanhamos, ajudamos a mama,.. e ele sempre muito forte! Encarava o problema e seguia em frente! Então passei muita pomada com antibióticos, pois ele se arrastava ainda, o que dificultava a cicatrização. Ele evoluiu um pouco mais lentamente que os irmãos, mas foi muito bem, sem problemas mais graves…

Goldenlícia: – Como sobrevive um cãozinho sem a pata? Tem uma vida normal?

Patricia: – Sempre via cães sem perna, braço e os via com uma vida normal, mas sempre tinha dúvidas, achava que, no fundo, algo não deveria ser normal. Assim que percebi que o Alecrim perderia o membro, procurei me informar melhor. Conversei com tutores que têm cães especiais e veterinários com experiência. Todos me relataram que a vida é absolutamente normal, principalmente se nascem assim, pois o corpo todo se adapta desde sempre, diferentemente de um cão que perde o membro durante a vida e tem um processo de adaptação, fisioterapia, fortalecimento de outros membro… Claro que cada caso é um caso, depende de qual e quantos membros o cão perde, quando perde, raça, idade, o ambiente em que vive… Mas, no geral, os cães são exemplos para nós, superam esses problemas com muito mais facilidade. De qualquer forma, o Alê terá as pequenas dificuldades no decorrer da vida, mas nada que o impeça de ser feliz ou que vá dar algum grande trabalho para a família. De início, as recomendações principais eram de manter o peso ideal, como qualquer outro cão, mas com o agravante de ele ter um membro a menos. Isso dificultaria uma recuperação, além de ficar de olho para algumas situações, como piscina, por exemplo… (cães dessa raça adoram água e algum acidente poderia acontecer). Achava também que os outros membros deveriam ser fortalecidos, mas não será necessário… Mesmo assim, recomendo que ao menos 1x ao ano um ortopedista seja consultado.

Goldenlícia: – As pessoas são bastante curiosas sobre o Alecrim, quais são as dúvidas mais recorrentes?

Patricia: – Sim, ele despertou muito interesse, o que foi surpreendente! As pessoas querem saber principalmente o que aconteceu para ele não ter um bracinho, querem saber se ele conseguiu se virar bem para mamar, onde ele ia morar, se ele precisaria de uma prótese…

Goldenlícia: – Assim como o Alecrim, existem outros cãezinhos especiais esperando adoção, que dicas você daria para uma pessoa que pretende adotar um?

Patricia: – A dica que eu dou é abrir o coração! O Ale me ensinou isso. Ele era o mais forte e esperto, que não reclamava, mesmo com a dificuldade dele! E me mostrou que é especial não por ser diferente fisicamente, mas esses cãezinhos já nascem sabendo que têm um brilho a mais, que precisam ser mais espertos e dar exemplo, então são cães que realmente nos cativam! Além disso, não dão nenhum trabalho ou gasto exagerado a mais, pelo contrário. Eu tinha esse medo e dúvida, mas o Ale me ensinou muito!

Alê fazendo pose:

A primeira bandana um Goldenlicinha nunca esquece:

Recebendo todo o amor da mamãe Sabrina:

Ah, para seguir o Alê no Instagram é só procurar: @olivia_e_alecrim

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* Os textos são originais da Redação Goldenlícia, a reprodução é permitida somente se citada a fonte. 

Fotografias: Sabrina Matias Vieira.