Ossos de couro: perigo ou diversão?

Saiba tudo sobre os famosos brinquedos de roer…

 

Produção: Patrícia Chaerki Igreja

Redação: Francine de Souza

 

Ossinho de couro é sempre um tema polêmico! Uns amam, outros abominam, mas apesar de tudo, eles estão à venda na maioria dos Pet Shops e consultórios veterinários. Mas por que um brinquedo tão popular acaba gerando um debate tão acalorado?

De longa data, na internet, sobram relatos sinalizando que esses brinquedos não são mera distração e podem, sim, ser mortais. Os depoimentos descrevem cirurgias de emergência depois que os ossinhos se desmancharam, causando distúrbios gástricos e obstruções, levando os animais à óbito. Será que esse é um perigo iminente?

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Vamos lá!

Primeira questão a ser debatida: ossos de couro não são feitos de carne e nem do mesmo couro que se utiliza para os produtos que conhecemos por aí… A parte destinada a esse petisco é a camada interna do couro, um subproduto dessa indústria e, aí, começam as complicações.

O segundo ponto é o tratamento ao qual essa matéria-prima é submetida. São inúmeros banhos químicos, misturas tóxicas, até deixar o couro pronto para a produção. Depois vem o branqueamento do material, também para retirar odores naturais do apodrecimento e dar uma aparência palatável. Em seguida, se adicionam corantes e flavorizantes artificiais, para que o cão tenha vontade de roê-lo. São substâncias químicas como o dióxido de titânico e o benzoato de sódio, até soluções cancerígenas e bastante perigosas a longo prazo que são adicionadas para melhorar o aspecto do couro.

O ossinho que chega ao seu pet está lindo, branquinho, durinho e super desejado por ele! Começa a brincadeira de roer, lamber, destruir e aí vem a terceira questão: além do risco de engolir inteiro, se isso não ocorrer, o problema é que a saliva vai amolecendo o couro, transformando o osso em um tecido babado e completamente maleável. Como se fosse uma gelatina ou um grande chicletes, a tentação de ingerir vem e, nesta hora, os acidentes acontecem.

Vale o risco de intoxicações e acidentes, mesmo com o tutor monitorando a brincadeira?

É bom lembrar que as ocorrências são rápidas e nem sempre é possível intervir antes do perigo real. Por isso que para distrair, limpar os dentes e saciar (funções que, na teoria, esse ossinho de couro cumpriria, se não fossem os riscos) existem hoje no mercado vários outros recursos, como brinquedos próprios para roer e, inclusive, que liberaram, aos poucos, alimentos seguros e saudáveis para seu pet.
Consulte o veterinário e conheça o que melhor se adapta ao seu cão.Desta maneira, fica o alerta para que os amores de quatro patas estejam sempre seguros e os tutores informados!

Até a próxima dica!

 

* Os textos são originais da Redação Goldenlícia, a reprodução é permitida somente se citada a fonte. 

Fotografia: Banco de imagens.